terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Conhece a síndrome da abstinência do exercício?

Fonte: Portal IG

Com reações semelhantes às da síndrome da abstinência de drogas, ela pode levar a alteração de humor, desânimo e até depressão

Ter baixa de energia, sentir-se triste ou deprimido, ficar irritado ou mal humorado, ignorar as ordens médicas. Mais do que contrariedade, teimosia ou inconsequência por parte do esportista, estes comportamentos podem ser sintomas da síndrome da abstinência dos exercícios.

As sensações desagradáveis relacionadas à privação de alguns dias de treino parecem ser similares à síndrome de abstinência causada pelas drogas. “Elas possivelmente estão relacionadas à produção e dependência dos opióides endógenos (encefalinas e endorfinas)”, diz Altair Argentino Pereira Júnior, mestre em Ciências do Movimento Humano pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e docente do Centro Universitário de Brusque (Unifebe).

O coordenador de manutenção Augusto de Barros Guimarães, 39 anos, de Belo Horizonte, sempre teve problemas para dormir, a ponto de receber prescrição médica de remédios para pegar no sono.

Até que, em 2008, a corrida entrou em sua vida. “Foi uma maravilha. Em pouco tempo eu reduzi as doses dos medicamentos e depois zerei a necessidade dos comprimidos”, conta.

Entusiasmado e por conta própria, passou a correr 10 quilômetros por dia, de domingo a domingo – carga excessiva para um iniciante.

Até que o corpo apitou, com uma fratura por estresse na tíbia. Resultado: Augusto teve de parar completamente com a atividade física por dois meses. “Não era só o bem-estar físico, tinha o emocional também. Encarar essa parada forçada foi bem difícil. Em 10 dias já estava pedindo para voltar com os remédios para dormir”. A ansiedade também foi às alturas e ele chegou a se sentir deprimido e sem energia para realizar as atividades cotidianas.

Em seu retorno ao esporte, queria recuperar o tempo perdido. Ele compara: “Todo ano, no período da quaresma, fico 40 dias sem comer carne. Sinto falta, mas em poucos dias me acostumo. Quando volto a comer carne, me contento com porções menores. Com a corrida não foi assim. Retornei buscando ir mais longe e mais rápido”. Este novo abuso o levou a uma segunda lesão, seis meses depois.

Com diagnóstico de tendinite patelar, teria de ficar mais 30 dias de molho. Mas Augusto não parou. “Peguei mais leve, mas não interrompi a atividade física. Fiquei com medo de voltar ao estágio inicial dos remédios para dormir”, conta o corredor.

No caso do gerente de serviços de tecnologia Leandro Turbino, de 32 anos, de São Paulo, foi a vida profissional que o afastou do esporte. “Estava praticando atividade física há dois anos, constantemente. Mudei de função no trabalho, minha rotina se alterou e não consegui mais treinar. Uma semana depois já notava alteração de humor e baixa de energia”, conta.

Uma coisa levou à outra e agora ele luta contra a falta de disposição até para ações diárias, como brincar com as filhas ou aguentar o ritmo intenso no escritório. “Sinto falta do bem-estar que o exercício proporciona”.

Pesquisas apontam que alguns corredores apresentam sintomas de abstinência, tais como irritabilidade, ansiedade, depressão e sentimentos de culpa quando impedidos de participar de suas rotinas de corridas regulares. Em alguns casos, a coisa pode se agravar pela dependência ao próprio exercício.

“A prática regular de atividade física pode produzir vários efeitos benéficos à saúde, mas estudos indicam que, quando são realizadas de maneira compulsiva, podem resultar em dependência patológica”, alerta o professor Altair. E uma vez dependentes, esses indivíduos ficam vulneráveis ao quadro da síndrome do excesso de treinamento (SET).

O círculo vicioso está armado: a dependência pode levar ao aumento de carga e à prática intensiva de exercícios que por sua vez podem levar a lesões e à interrupção da atividade, gerando distúrbios de humor, indisposição, depressão.

“É preocupante ver algumas pessoas que, obrigadas a parar por algum motivo – lesão, viagem, falta de tempo –, acham que o mundo vai acabar. Cabe a nós, profissionais, ficarmos atentos e chamar a atenção em caso de necessidade” afirma o professor de educação física e personal trainer Leonardo Barbosa, da Reebok Sport Club, de São Paulo.

Atletas de todos os níveis de performance correm o risco de sofrer da síndrome do excesso de treinamento. Mas são considerados altamente suscetíveis ao desenvolvimento do quadro: indivíduos muito motivados, atletas de alto rendimento, pessoas que retornam precocemente aos treinos (antes de estarem completamente recuperadas de suas lesões), atletas e não atletas auto-treinados e pessoas com orientação técnica não qualificada.

O que fazer

“Por mais que a atividade física seja prazerosa, é importante entender que ela é apenas uma parte da vida. Pode até ter um grau de importância alto para você, mas não a ponto de torná-lo dependente”, alerta o psicólogo do esporte José Anibal Azevedo Marques, da Interação Psicologia e Esporte, de São Paulo.

Em caso de parada por orientação médica, respeite o período proposto para a recuperação. Se o problema for falta de tempo na agenda, tente marcar um determinado dia para a volta. Trace um plano gradual para o retorno e trabalhe sua determinação para cumprir o compromisso com você mesmo. “Nada está perdido. Não vão ser duas ou três semanas de afastamento que irão acabar com sua vida atlética”, reforça Leonardo Barbosa.

Para compensar o fato de não poder praticar sua atividade preferida momentaneamente, vale buscar alternativas: desde técnicas de relaxamento até outros exercícios que possam ser executados sem agravar possíveis lesões existentes.

“Se você machucou o joelho, por exemplo, procure trabalhar os membros superiores”, sugere o professor Leonardo.

A tradutora e intérprete de mandarim e inglês Venuza Ho, de 26 anos, de São Paulo, soube lidar bem com sua parada obrigatória. Acostumada a correr com frequência nos últimos quatro anos, ela ficou impossibilitada de praticar a atividade por dois meses devido a uma pequena lesão após a Maratona do Rio de Janeiro, em julho. “Fiquei triste, mas sabia que era temporário. Aproveitei a oportunidade para focar em outras coisas, como estudar para um novo vestibular. Para não ficar parada completamente, fui pedalar”, diz. Aliviada por não sentir mais dores, ela já retomou os treinos e programa uma nova prova de longa distância – mas somente para o ano que vem.

Por Yara Achôa

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Atividade física aos finais de semana: Mitos e Verdades.

*Publicado originalmente no Portal Educação Física.

Se você fosse seguir ao pé da letra as recomendações do Colégio Americano de Medicina do Esporte – eles elaboraram uma publicação que baseia praticamente todas as orientações sobre a prática de exercícios – para preservar a saúde precisaria praticar pelo menos 30 minutos de atividade física moderada, cinco vezes por semana. Além disso, para minimizar riscos de lesões em músculos e articulações, seria necessário incluir na rotina exercícios localizados e de alongamento, duas vezes por semana.
Você não tem esse tempo todo? Calma. Confira o que funciona e o que não funciona na prática de exercícios aos sábados e domingos
Pouco é melhor do que nada.
Verdade.
O sedentarismo, aliado à má alimentação, é a principal causa do excesso de peso, o que pode levar ainda a doenças cardíacas, hipertensão e diabetes, entre outras. Um estímulo mais eficiente – como caminhar rapidamente, correr ou andar de bicicleta – pode ajudar. “Só não queira fazer nesses dois dias tudo o que deixou de realizar durante a semana”, aconselha o cardiologista e médico do esporte José Luiz Briguet Cassiolato, do Centro de Referência em Medicina do Esporte do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.
Mesmo malhando somente dois dias, os resultados aparecem.
Verdade.
Pesquisas científicas apontam que, desde que bem orientado, um único treino eficiente de corrida ou bicicleta pode levar a melhora da pressão arterial e do nível de açúcar no sangue, melhora da qualidade do sono, aumento da disposição e redução do estresse. “Quanto mais você aumentar sua movimentação durante a semana, claro, melhores serão os resultados”, aconselha o médico do esporte Páblius Staduto Braga, de São Paulo.
Dá para emagrecer.
Verdade.
A caminhada, o trote, a corrida e a pedalada, mesmo que só aos sábados e domingos, contribuem para um aumento do gasto calórico. Uma hora de atividade aeróbica consome cerca de 500 calorias – e isso pode ajudar a manter a forma. Mas é importante também seguir uma dieta leve, saudável e equilibrada.
Se eu já tenho condicionamento físico posso manter o ritmo forte treinando somente aos finais de semana.
Mito.
Se você já tem histórico esportivo, será mais fácil colher os benefícios dos exercícios realizados somente nos dois dias. Mesmo assim, adaptações em relação à intensidade e à duração terão que ser reprogramadas. Correr no mesmo ritmo de quando você treinava regularmente aumenta as chances de traumas musculares, ósseos e articulares.
O corpo se adapta rápido.
Em termos.
O corpo reage aos estímulos rapidamente mas, segundo os especialistas, a musculatura e as estruturas articulares levam três meses, em média, para tornarem-se aptas a correr, com risco menor de lesões. Portanto, se você é iniciante – e se só tem os fins de semana – nunca comece pegando pesado. Por mais que esteja motivado, você precisa adaptar seu coração, seus pulmões, seus ossos e músculos às sobrecargas que serão impostas.
Mesmo quem faz exercício regularmente precisa se mexer mais durante o dia.
Verdade.
Isso leva a diferentes estímulos ao corpo. E para você que só tem os fins de semana, essa movimentação será ainda mais importante. Tudo o que incluir para aumentar seu gasto de energia diário irá ajudar a potencializar o objetivo de manter a forma. Você pode: caminhar até o trabalho (uma hora queima 300 calorias), pedalar até o trabalho (30 minutos queimam 300 calorias), dançar (30 minutos queimam 160 calorias), arrumar a casa (1 hora de faxina queima 300 calorias), subir escadas (5 minutos queimam 100 calorias) ou passear com o cachorro (20 minutos queimam 100 calorias).
A atividade física acelera o metabolismo.
Verdade.
Segundo o médico do esporte Páblius Staduto, quanto mais movimento você incluir no seu dia, mais facilmente irá manter seu metabolismo funcionando acelerado. “Isso é bom para que você não tenha que partir do zero a cada fim de semana que se exercita”, diz.
Exercitar-se apenas no final de semana dispensa avaliação médica prévia.
Mito.
Não é pelo fato do exercício não ser extenuante que você deva abolir a criteriosa avaliação médica. “Faça os exames necessários e busque a supervisão de um educador físico”, aconselha o cardiologista José Luiz Briguet Cassiolato.
Qualquer tênis serve para praticar uma simples caminhada.
Mito.
Não precisa ser o modelo mais caro e tecnológico, mas o calçado deve ser adequado à atividade praticada e ao seu tipo de pisada.
É importante não ter pressa.
Verdade.
Quando encontrar um ritmo confortável de atividade física, prefira ir aumentando o volume (o tempo ou a distância que corre) do que a velocidade. Não se deixe levar pela empolgação. Respeite a intensidade do treino determinada pela resposta da frequência cardíaca e às adaptações de ossos e articulações. E a qualquer sinal de dores ou cansaço excessivo, interrompa a atividade. Respeite os sinais que o corpo dá e procure ajuda médica para afastar a hipótese de problemas maiores.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Se você está tentando emagrecer e só faz aquelas 3 refeições básicas do dia, fica horas sem comer e não consegue atingir seus objetivos na dieta, essa matéria é pra você: Reeducação Nutricional Para A Perda De Peso

Por 
Junior Simeão

Kia Ora Amigos,

    Na coluna de nutrição desta semana conheceremos um pouco mais sobre a reeducação alimentar para a perda e ajustes no peso corporal, visto que o sobrepeso e a obesidade fazem parte da realidade mundial e trata-se de um grande problema em saúde pública.
    Como é um material que desprende um pouquinho mais de tempo para sua leitura e auto-avaliação, fica minha dica: “Não deixem de ler”

O Ministério da Saúde estabeleceu os DEZ PASSOS para uma alimentação saudável:

•    Fazer pelo menos cinco refeições diárias, sendo: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Não pular as refeições;
•    Incluir seis porções do grupo dos cereais dando preferência aos grãos integrais;
•    Comer três porções de legumes e verduras diariamente - as frutas devem ser consumidas como sobremesa e lanche;
•    Comer feijão com arroz todos os dias ou pelo menos cinco vezes na semana;
•    Consumir diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carne e ovos, retirando a gordura aparente das carnes antes do preparo;
•    Consumir no máximo uma porção de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina escolhendo aqueles que apresentam menor quantidade de gordura trans;
•    Evitar refrigerantes, bolos, biscoitos recheados, doces e sucos industrializados;
•    Diminuir a quantidade de sal no preparo da comida, retirando o saleiro da mesa e diminuindo a ingestão de alimentos industrializados com alto teor de sódio como hambúrguer, charque, salsicha, linguiça, presunto, salgadinhos, conservas de vegetais, sopas, molhos e temperos prontos;
•    Beber pelo menos 2 litros de água por dia (6 a 8 copos), dando preferência ao consumo nos intervalos das refeições;
•    Praticar pelo menos 30 minutos de atividade física diariamente e evite bebidas alcoólicas e o fumo.

Reeducação Nutricional Para A Perda De Peso
Autores:
Prof. Drd. Carlos Simeão Júnior
Nutr. Adriane Da Silva
Nutr. Daniela Aparecida Virginio
Nutr. Emanuelle Christine Sertório
Nutr. Tarcísio Alves Barbosa
Nos últimos 50 anos ocorreram modificações nos padrões alimentares da população brasileira tornando a alimentação altamente calórica com maior ingestão de gordura principalmente a de origem animal, açúcares, alimentos refinados e uma redução de fibras e carboidratos complexos associados ao estilo de vida sedentário devido à vida moderna o que contribui para  o aumento do sobrepeso e da obesidade (FERREIRA, 2007).

Para Melo, Tirapegui e Ribeiro (2008), os maus hábitos de não tomar café da manhã, consumir grande quantidade calórica no jantar, ingerir uma variedade limitada de alimentos, preparações em grandes porções, consumirem em excesso líquidos leves, mas calóricos, além de serem prejudiciais à saúde, induzem ao excesso de peso.

O fracionamento alimentar com seis refeições ao dia: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia contribui com a redução da fome e evita uma supercompensação nas próximas refeições (BLUNDELL et al, 1993).

    Estudos evidenciam que em indivíduos que desejam perder peso, a restrição alimentar por mais de 3 horas, ativa a produção endógena de cortisol, sendo que o hipercortisolismo também pode mediar a compulsão alimentar. Daí a importância do fracionamento da dieta de três em três horas para a contribuição na perda de peso (NAVES; PASCHOAL, 2007).

A distribuição irregular das refeições tanto no número quanto no valor energético pode interferir no efeito termogênico do alimento (ETA), definido como a quantidade de energia que determinado alimento gasta para ser absorvido, utilizado, armazenado e eliminado (MELO; TIRAPEGUI; RIBEIRO, 2008).

A dieta e o comportamento alimentar são denominados como um conjunto de ações praticadas em relação ao alimento que seguem critérios que variam de acordo com a decisão do que comer, o modo de preparo, o horário e a frequência das refeições e ainda, com o cotidiano, hábitos familiares e socioculturais (AUGUSTO et al, 2002).

De acordo com Melo, Tirapegui e Ribeiro (2008), o comportamento alimentar é influenciado por vários fatores, dentre eles estão os externos (atitudes dos pais e amigos, valores sociais, alimentos rápidos, conhecimento de nutrição e manias alimentares), os internos (necessidades psicológicas, imagem corporal, autoestima, valores e experiências pessoais e preferências alimentares).

As dietas de tratamento fácil que promovem uma rápida perda de peso são denominadas dietas da moda. Apesar de darem resultados imediatos, não são consideradas saudáveis por não serem balanceadas e causar deficiências de alguns nutrientes (PECKENPAUGH; POLEMAN, 1997).

Dieta balanceada é aquela que fornece a quantidade exata de energia e nutrientes através da combinação de carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e minerais (BREWER, 1998).
As recomendações diárias adequadas de ingestão de nutrientes para atender as necessidades dos indivíduos são de 50 a 65% de energia ingerida diariamente de carboidratos, 15 a 25% de proteínas e os lipídios não devem exceder 30% do Valor Energético Total (VET) (MAHAN; ESCOTT-STUMP, 2008).

As dietas prescritas para a redução de peso têm que levar em consideração as preferências alimentares do indivíduo, sua situação financeira, seu estilo de vida, a quantidade de calorias para garantir o requerimento energético e manutenção da saúde, tomando cuidado com a ingestão de micronutrientes que devem ser prescritos de acordo com a ingestão dietética diária recomendada (SUPLICY, 2005).

A composição do gasto total de energia se dá através do gasto de energia em repouso (GER), ETA e da energia gasta com atividade física (EGAT) o que representa 60 a 70% do GER, 10% ETA e 15 a 30% do EGAT sendo o componente mais variável (MAHAN; ESCOTT-STUMP, 2008).

O balanço energético adequado está relacionado com o equilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético. Caso ocorra um desequilíbrio, pode haver um estado de peso excessivo ou deficiente (AUGUSTO et al, 2002) sendo ainda o balanço energético responsável pelo peso corporal no qual o balanço positivo resultará em ganho de peso corporal na forma de gordura enquanto o balanço negativo resultará no efeito contrário (HALPERN;RODRIGUES; COSTA, 2004).

A limitação da ingestão energética contribui para redução do peso através da dieta. Essa limitação energética não deve incluir jejum prolongado, que apresente risco para saúde resultando um desequilíbrio metabólico e dificultando a redução de peso (FRANCISCHI; PEREIRA; LANCHA JÚNIOR, 2001).

O tratamento dietoterápico através da redução alimentar é atualmente o mais indicado quando o objetivo é o controle da obesidade ou melhora do estado de saúde, que deve estar diretamente associado à restrição de calorias através da escolha de alimentos adequados. Para que seja satisfatório, deve estar associado ao aumento na prática de exercícios e na conscientização sobre a importância da mudança no estilo de vida (MAHAN; ESCOTT-STUMP, 2008).

O ideal é praticar um regime alimentar variado, rico em legumes, vegetais e frutas evitando alimentos muito energéticos associados à prática de atividade física a fim de que a perda de peso ocorra e seja mantida a longo prazo (SALVO, 1998).

Segundo Murate (2007), um aliado nas dietas de redução de peso são as fibras alimentares que possuem funções importantes como: a redução na ingestão energética, diminuição na secreção de insulina, aumento na sensação de saciedade, redução na digestibilidade e aumento na excreção fecal.

A saciedade e o apetite podem ser influenciados pelos macronutrientes durante a ingestão calórica. Estudos mostram que os indivíduos apresentam uma menor sensação de fome, menor ingestão calórica e maior saciedade após ingestão de uma carga de proteínas quando comparado com a ingestão de uma carga de carboidratos e lipídeos, sendo o lipídeo o macronutriente com menor efeito sacietógeno, além de aumentar a palatabilidade e apresentar maior conteúdo calórico (HERMSDORFF; VOLP; BRESSAN, 2007).
O essencial para um programa de perda de peso é planejar uma dieta individual que apresente um déficit de 500 a 1000 calorias para garantir uma perda de peso de 0,5 a 1,0 kg por semana (SUPLICY, 2005).

Para Francischi, Pereira e Lancha Júnior (2001), a taxa de perda de peso não deve ultrapassar 1,5 kg por semana, sendo o ideal para evitar problemas de saúde.
Vale ressaltar que é de fundamental importância para o sucesso do tratamento a associação de uma reeducação alimentar com a prática de atividade física regular (MURATE, 2007).

Fica para cada um esta semana a máxima: “você é o que você come”.
Para os interessados em consultar as referências utilizadas para a elaboração deste artigo e outras sobre assuntos correlacionados acessem o documento: REFERÊNCIAS INDICADAS

Boas escolhas alimentares e um grande abraço.
Júnior Simeão


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

PAIXÃO X DISCIPLINA

 Por Marcelo Capi

Quem gosta de se apaixonar? Provavelmente todo nós!
Que bom, esse sentimento é gostoso, nos deixa quente por dentro e nos motiva a fazermos coisas impossíveis. É verdade. O problema é que este sentimento não serve para mudar nosso corpo e condicionamento.
Pois ele também é fulgás, passageiro e rápido. O que precisamos para termos corpos como deuses gregos é DISCIPLINA. Se você está querendo mudar seu corpo, pois deseja estar bem fisicamente para o próximo WS, esquece...não funciona. Mude sua cabeça, seu conceito e seu comportamento ou nem comece. Crie um estilo de vida permanente que propicie uma mudança corporal. Tudo começa e está dentro das nossas mentes. Crie um projeto de vida para manter seu corpo, e não um metaprojeto que finaliza com o WS, o cruzeiro ou as férias de verão.
Treino, suplementação, cuidados com a alimentação e descanso apropriado, devem ser ferramentas para te proporcionar resultados efetivos e permanentes. Você acha que os neozelandeses são perfeitos pois nasceram daquela forma? Claro que não, eles treinam muito, comem bem, e olha, se divertem muito também...gostam de uma cervejinha, posso garantir!
Me lembro que eu bebia cerveja com o Steve Renata (Master Trainer da Les Mills) em Auckland – NZ, até as 2 ou 3 da madrugada e às 9 da matina, o cara tava tocando a campainha de casa para CORRERMOS na marina.
Gente, acorda, vamos treinar, vamos nos alimentar bem, vamos mudar a forma do nosso corpo, vamos ficar sarados e condicionados, assim teremos a capacidade de realizar TUDO que quisermos.
Temos ótimos exemplos dentro do nosso Time, inspirem-se neles.
Em um ano de MUITAS mudanças ao mesmo tempo, aproveite a energia que está solta no ar, e mude tudo que não está te deixando feliz.
Não vai ser fácil, muito pelo contrário. Teremos que pegar mais pesado no BP, pedalar mais forte na bike, fazer musculação com maior determinação, muito suor e cansaço. Mas posso garantir que os resultados serão visíveis e permanentes.
Lembre-se, NÓS SOMOS aquilo que repetidamente FAZEMOS!

Aguarde em breve um exemplo de treinamento, mas tenha em mente que o treino que vai funcionar para você é aquele que gostar de fazer, basta colocar muita carga, muita energia e muito esforço.

Dizemos isso há 13 anos. TODO ESFORÇO SERÁ RECOMPENSADO. Eu acredito. E você?

Abraço,
MARCELO CAPI

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Esse é o treino da 3ª, 4ª e 5ª semanas. Caso você esteja começando agora, faça o treino da 2ª e 3ª semanas e, somente ao final das duas primeiras semanas, inicie esse. Você poderá baixar o treino das duas primeiras semanas aqui mesmo no blog, nos "Downloads", ou no "treino da semana"

Treino de musculação -  3ª, 4ª, 5ª semanas:
O treino de musculação das próximas 3 semanas será voltado para definição muscular e RML. Nível intermediário e etapa de desenvolvimento (específico):
São 3 séries de musculação: A, B e C e a sugestão é treinar de 4 a 6 vezes por semana. Da seguinte forma: A/B/C/A e na semana seguinte B/C/A/B (se forem 4 vezes por semana).
Nesta etapa realizar 2 treinos de BP (corpo inteiro) em dias alternados com a musculação. Caso você seja professor, ou Treinador e ministre de 2 à 4 aulas de BP na semana, desconsidere este fato e a recomendação é fazer a musculação com pelo menos 5 horas de intervalo das aulas de BP e antes do cardiovascular.
Caso você dê mais do que 5 aulas por semana, sugerimos que peça uma orientação mais específica ao professor de musculação, ou nos envie a sua programação semanal para que possamos analisar separadamente.
O treinamento cardivascular pode ser composto pelas aulas dos programas: BA, BC, BJ, BS, PJ, RPM. Sugestão: Fazer 2x por semana após o treino neuromuscular. Para quem já dá essas aulas, as próprias aulas serão o treino cardiovascular, não acrescentar mais nada.
Ver o treino da 3ª, 4ª e 5ª semanas no DOWNLOADS

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Aí vai uma matéria bem bacana e de fácil entendimento para tirar algumas dúvidas comuns sobre a musculação.


Musculação sem mistérios: Que tipo de treino devo utilizar?

Musculação sem mistérios Que tipo de treino devo u


Faremos agora um mergulho no mundo da musculação para esclarecer dúvidas que ainda perseguem algumas pessoas. Muitas delas querem saber quais os tipos de treinos mais adequados aos seus objetivos e como executá-los.
Qual o seu objetivo? Cada pessoa, após certo tempo de treinamento, adapta as técnicas, métodos e exercícios, de acordo com o seu nível de condicionamento, potenciais genéticos e objetivos. Uma correta programação de treinamento é essencial tanto para iniciantes, como para atletas. As pessoas reagem de forma diferente a estímulos iguais, por isso, a individualidade deve ser observada ao iniciar um tipo de treinamento.

Vamos analisar os diferentes tipos de treinamento feitos na musculação:

Hipertrofia muscular
É o aumento na secção transversa do músculo, ou seja, aumento no tamanho e no número de filamentos de actina e miosina e adição de sarcômeros dentro das fibras musculares já existentes. Este aumento de massa muscular depende de vários fatores, como resposta individual ao treinamento, intensidade e duração do programa de treino.

Trabalho a ser feito
Repetições: de 6 a 12 repetições com carga entre 67% e 85% 1 RM (uma repetição máxima).
Séries por grupo muscular: maior que 3 séries.
Freqüência semanal para o mesmo grupo muscular: de 1 a 3 dias por semana.
Intervalo entre as seções: de 48 a 72 horas.
Intervalo entre as séries e os exercícios: descanso menor que 1 minuto e 30 segundos.
Velocidade de execução dos exercícios: lenta.
O tempo de tensão é um importante estímulo para ajudar no aumento da hipertrofia muscular.

Força muscular
É a capacidade de exercer força máxima para um dado movimento corporal. O aumento da força segue um certo curso temporal. Uma maior parcela de contribuição para este aumento vem da adaptação neural (melhora da coordenação e eficiência do exercício), porém, com o passar do tempo, a contribuição do aumento de massa muscular se torna essencial, para o aumento de força.

Trabalho a ser feito
Repetições: inferiores a 6, com carga superior a 85% de 1RM. Isto significa cargas altíssimas, perto da máxima.
Séries por grupo muscular: maior que 4 séries.
Freqüência semanal para o mesmo grupo muscular: de 2 a 3 dias por semana.
Intervalo entre as seções: de 48 a 72 horas.
Intervalo entre as séries e os exercícios: descanso de em média 3 minutos.
Velocidade de execução dos exercícios: lenta.

Potência muscular
É a combinação entre a velocidade e a força. Quanto maior a força ou a velocidade de execução, maior será a potência gerada. A potência muscular pode ser determinada com um único movimento (como nos levantamentos de peso) ou com uma série de movimentos aeróbios, com um grande número de movimentos repetitivos.

Trabalho a ser feito
Repetições: as repetições podem variar, mas geralmente são inferiores a 10, utilizando pesos altos ou moderados, entre 30% e 90% de 1RM, dependendo da modalidade escolhida.
Séries por grupo muscular: maior que 4 séries.
Freqüência semanal para o mesmo grupo muscular: de 2 dias por semana.
Intervalo entre as seções: de 48 a 72 horas.
Intervalo entre as séries e os exercícios: descanso maior que 3 minutos.
Velocidade de execução dos exercícios: rápida.

Resistência muscular
É o tempo máximo em que um indivíduo é capaz de manter a força isométrica ou dinâmica em um determinado exercício ou capacidade de manter a capacidade contrátil do músculo.

Trabalho a ser feito
Repetições: de 15 a 50, com até 65% de 1RM ou seja com cargas leves e moderadas.
Séries por grupo muscular: de 2 a 3 séries.
Freqüência semanal para o mesmo grupo muscular: de 3 dias por semana.
Intervalo entre as seções: de 24 a 48 horas.
Intervalo entre as séries e os exercícios: de 30 segundos a 2 minutos.
Velocidade de execução dos exercícios: moderada.

A escolha dos treinos a serem trabalhados será feita a partir principalmente dos seus objetivos, levando em conta o seu nível de condicionamento físico e disponibilidade de tempo.
Por: Valéria Alvin Igayara de Souza
CREF 7075/ GSP - Especialista em treinamento.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Aí vai uma sugestão de treino para a região abdominal, que combina atividade aeróbia com exercícios localizados para o abdômen. A ideia é potencializar seu tempo na academia, ou ao ar livre, através desse treino 2 em 1. Além, é claro, de aumentar o gasto calórico em relação a uma sessão tradicional de abdominais! Voltado para INICIANTES, INTERMEDIÁRIOS e AVANÇADOS. Basta seguir a opção adequada ao seu nível. Aproveite!

 Os exercícios abdominais promovem a saúde e também a estética. 

O importante não é só a barriga de “tanquinho”!

O objetivo dos exercícios abdominais é o fortalecimento dos músculos da parede abdominal. Sua prática regular, unida a uma atividade física aeróbia e uma boa alimentação (DIETA), traz inúmeros benefícios. Vejam alguns:
·       Equilíbrio postural;
·       Sustentação visceral;
·       Eficiência respiratória;
·       Eficiência do processo digestivo;
·       Prevenção contra traumatismo;
·       Prevenção contra diástases;
·       Proteção a área abdominal sujeita a hérnias;
·       Melhora da estética.
Além disso, os músculos da parede abdominal têm importante função na estabilização da coluna e no controle do posicionamento do tronco.
“Os músculos abdominais, quando não trabalhados, fazem com que nosso estômago fique mais dilatado, por não encontrar resistência, e com isso a tendência passa a ser uma maior ingestão de alimentos”.
Tudo isso nos dá motivos de sobra para começar, ou continuar, exercitando a musculatura abdominal. Não é mesmo? Vamos começar?

Um abraço, 
Marcia Angeli

Programa para ser feito 2 ou 3 vezes por semana, em dias alternados.
Este método de treinamento, no qual alterna-se exercícios localizados e aeróbios, está fundamentado na teoria de diz que: “quando os exercícios localizados são combinados com o aeróbio, o metabolismo e a queima de calorias atingem o máximo valor possível."