segunda-feira, 2 de maio de 2011

Exercício intenso provoca mais queima de calorias após treino ? Estudo utilizou "câmara metabólica" para medir o gasto calórico. Pesquisadora se surpreende com a quantidade de calorias queimadas após os exercícios.

Dependendo para quem se faz a pergunta, a resposta a esta questão tanto pode ser um dos maiores mitos dos exercícios físicos ou uma das grandes verdades menosprezadas: existe mesmo um efeito de queima de calorias adicionais após a malhação?

É uma questão antiga saber se o metabolismo acelera ou não durante horas após o exercício físico. O tema foi estudado pela primeira vez há um século e, ao longo dos anos, estudo após estudo, a ideia tem sido testada com resultados ambíguos.

Alguns pesquisadores não encontraram efeitos após o exercício. Outros relataram efeitos tão pequenos que mal eram perceptíveis --um deles descobriu que triatletas masculinos queimavam apenas entre 12 e 30 calorias a mais após se exercitarem. Já outros constataram até 700 calorias adicionais gastas depois de uma longa e exaustiva sessão de ginástica.

A última investida vem de uma investigação recente relatada pela publicação "Medicine & Science in Sports & Exercise". A autora principal, Amy A. Knab, da Appalachian State University, afirma que seu estudo é superior aos anteriores em função de um projeto cuidadoso. E os resultados são boas novas mais ou menos.

Knab e seus colegas recrutaram dez homens, com idades entre 22 e 33 anos, que aceitaram passar dois períodos de 24 horas numa câmara metabólica, uma saleta que mede o gasto calórico de quem está dentro dela. Nem todos os homens eram atletas, mas precisavam ser capazes de pedalar uma bicicleta com vigor.

Na primeira visita à câmara, eles tinham de permanecer completamente parados, sentados numa cadeira e movendo apenas os músculos ligados à alimentação introduzida por meio de uma câmara de compressão. À tarde, eles podiam se alongar durante dois minutos por hora. Eles deveriam dormir às 22h30. Às 6h30, eram acordados e dispensados. Em média, os voluntários queimaram 2.400 calorias nesse dia totalmente sedentário.

A segunda visita à câmara acontecia dois dias depois. O processo era o mesmo, com uma exceção. Às 11h, eles pedalavam numa bicicleta ergométrica durante 45 minutos em alta intensidade.

O exercício em si queimou em média 420 calorias, segundo Knab e seus colegas. Só que o mais interessante eram as calorias gastas depois. Nas 14 horas seguintes, os homens gastaram 190 calorias adicionais, aumentando o gasto calórico em 37%. "Foi uma surpresa." A pesquisadora achava que mais calorias poderiam ser queimadas, mas ela não esperava tantas nem por tanto tempo.

Ela suspeita que um dos motivos desse efeito tão pronunciado se deve ao fato de o exercício ser muito intenso. Os homens passaram por um ciclo de 70% da VO2 max, a quantidade máxima de oxigênio que a pessoa pode inalar durante o exercício --um esforço que os faz respirar forte demais para conversar. E eles precisavam manter essa taxa por 45 minutos.

Um estudo diferente, também usando a câmara metabólica, testou os efeitos do exercício moderado e não constatou a queima adicional. Nesse caso, os voluntários se exercitaram a 50% da VO2 max, nível que ainda permite uma conversação.

Claude Bouchard, cientista do Centro de Pesquisa Biomédica Pennington de Baton Rouge, Louisiana, investigou o efeito pós-exercício com métodos convencionais, usando bocal e protetor nasal ou uma espécie de capuz ventilado, para determinar o oxigênio inspirado e o dióxido de carbono exalado. A partir dessas medidas, os pesquisadores podem calcular as calorias consumidas.

Segundo Bouchard, eles descobriram que quando os exercícios são feitos da forma correta (e muitos não o são), calorias extras são queimadas horas após o esforço --mas somente quando os voluntários se exercitavam com a mesma intensidade e durante o mesmo tempo que as cobaias do estudo de Knab. Caso se exercitassem com intensidade maior ainda, queimariam ainda mais calorias.

Um livro recente que Bouchard e um colega editaram comenta dois estudos que constataram o efeito. Os pesquisadores descobriram que se os voluntários corressem a 70% da VO2 max ou pedalassem a 75% dela, eles poderia queimar entre 300 e 700 calorias adicionais depois do fim do exercício, embora 700 calorias fossem incomuns.

Não está claro por que calorias extras são queimadas depois de um período de exercício intenso, diz Bouchard. Parte do efeito pode se dever ao metabolismo energético após o exercício --o corpo começa a usar mais gordura e menos carboidratos na sequência de uma sessão forte de exercícios. Vários hormônios liberados durante o exercício permanecem elevados no sangue, acelerando o metabolismo. E as calorias adicionais podem ser consumidas quando o corpo reabastece o estoque de glicogênio, o açúcar armazenado nos músculos. Contudo, de modo geral, o efeito continua um mistério.

Seja qual for a causa, garantem os pesquisadores, as calorias adicionais queimadas após o exercício podem ajudar as pessoas a perder peso.

Infelizmente, quem pode perder maior quantidade de peso talvez sofra mais fazendo o exercício que gera a queima extra.

A diretriz usual para a saúde geral é de 30 minutos de exercício moderado na maior parte da semana, o que é possível para a maioria das pessoas e deve melhorar a saúde cardíaca, mesmo que não queime calorias a mais. Segundo Bouchard, "esse é o tipo de exercício moderado que nós recomendamos esse é o alvo".



http://www.educacaofisica.com.br
Por Gina Kolata
Do "New York Times"

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Oi pessoal! Como estão os treinos? Engrenaram? Se ainda não engranaram, hora de colocar foco na sua saúde, na forma física e começar! Portanto, para você que quer entrar em forma, segue um circuito bacana para fazer 3x por semana, em dias alternados. E aí? Vamos treinar?



Bloco 1
Leg 45º


Agachamento no Bosu
Cadeira Adutora


12 rep pernas fechadas + 12 rep pernas afastadas
20 repetições – sem carga
20 repetições
Bloco 2
Stiff
Afundo no Bosu
Cadeira Abdutora


15 repetições
15 repetições cada perna
20 encostada/ 20 inclinada para frente
Bloco 3
Cadeira Extensora
Flexão de braço
Tríceps Polia


15 repetições
15 repetições
15 repetições
Bloco 4
Mesa Flexora
Remada Unilateral halter
Desenvolvimento completo com halter


15 repetições
15 repetições

15 repetições.



O Treino deve ser feito da seguinte forma: Cada bloco deve ser repetido 3 x.
Comece no Bloco 1 e faça, sem descanso:
Leg/Agachamento / Cadeira
Leg/ Agachamento/ Cadeira
Leg/ Agachamento/ Cadeira
Terminado esse bloco, comece o segundo bloco, tudo sem pausa e faça também 3 vezes o segundo bloco e depois passe para o 3º bloco e vá assim até acabar.

Por Marcia Angeli


segunda-feira, 28 de março de 2011

ALIMENTAÇÃO e DESEMPENHO FÍSICO

Kia Ora Amigos,

Uma boa alimentação é sinônimo de uma vida saudável. Por ser um fator ligado diretamente à saúde e qualidade de vida da população.

Uma alimentação saudável torna-se fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo.

Ressalto mais uma vez a importância de um cardápio variado para atender suas necessidades sem que haja excessos ou carências de determinados nutrientes.
A ingestão correta de alimentos é essencial também para atingir seus objetivos e melhor seu desempenho físico.

Na coluna de nutrição desta semana disponibilizo um link para o site do Ministério da Saúde onde você responde o teste que avalia como está sua alimentação e recebe no final um feedback sobre os hábitos corretos e os comportamentos alimentares a serem melhorados.

Clique aqui e acesse o link!



Boas escolhas alimentares e um grande abraço.

Júnior Simeão

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Segue o treino da 6ª, 7ª e 8ª semanas! Esse é pra galera que já está no gás! Se você está começando hoje, veja os treinos anteriores 1ª e 2ª semanas e os das 3ª, 4ª e 5ª semanas aqui mesmo nos DOWNLOADS

Treino de musculação -  6ª, 7ª, 8ª semanas:
O treino de musculação das próximas 3 semanas será voltado para definição muscular e RML. Nível intermediário e etapa de realização:
São 3 séries de musculação: A, B e C e a sugestão é treinar de 4 a 6 vezes por semana. Da seguinte forma: A/B/C/A e na semana seguinte B/C/A/B (se forem 4 vezes por semana).
Nesta etapa realizar 3 treinos de BP (corpo inteiro) em dias alternados com a musculação. Caso você seja professor, ou Treinador e ministre de 2 à 4 aulas de BP na semana, desconsidere este fato e a recomendação é fazer a musculação com pelo menos 5 horas de intervalo das aulas de BP e antes do cardiovascular.
Caso você dê mais do que 5 aulas por semana, sugerimos que peça uma orientação mais específica ao professor de musculação, ou nos envie a sua programação semanal para que possamos analisar separadamente.
O treinamento cardivascular pode ser composto pelas aulas dos programas: BA, BC, BJ, BS, PJ, RPM. Sugestão: Fazer até 4x por semana após o treino neuromuscular. Para quem já dá essas aulas, as próprias aulas serão o treino cardiovascular, não acrescentar mais nada.
Vocês vão ver que nesse treino teremos alguns exercícios que executaremos em DROP SET.
O que é drop set?
É um método de treinamento avançado que consiste em fazer várias repetições de um exercício sem descanso, diminuindo-se porém a carga. Por exemplo:
Abdução de ombro com halter 3 x 8. Faz-se 8 repetições com um peso, depois diminui-se a carga e sem descanso continua-se o movimento e, novamente, diminui-se o peso e termina-se com um peso menor do que se começou. Isso equivale a apenas 1 série. Como são 3, repete-se o método 3 vezes. É um método exastivo, para exaurir mesmo o músculo.




Download treino 6ª, 7ª e 8ª semanas  CLIQUE AQUI

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Conhece a síndrome da abstinência do exercício?

Fonte: Portal IG

Com reações semelhantes às da síndrome da abstinência de drogas, ela pode levar a alteração de humor, desânimo e até depressão

Ter baixa de energia, sentir-se triste ou deprimido, ficar irritado ou mal humorado, ignorar as ordens médicas. Mais do que contrariedade, teimosia ou inconsequência por parte do esportista, estes comportamentos podem ser sintomas da síndrome da abstinência dos exercícios.

As sensações desagradáveis relacionadas à privação de alguns dias de treino parecem ser similares à síndrome de abstinência causada pelas drogas. “Elas possivelmente estão relacionadas à produção e dependência dos opióides endógenos (encefalinas e endorfinas)”, diz Altair Argentino Pereira Júnior, mestre em Ciências do Movimento Humano pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e docente do Centro Universitário de Brusque (Unifebe).

O coordenador de manutenção Augusto de Barros Guimarães, 39 anos, de Belo Horizonte, sempre teve problemas para dormir, a ponto de receber prescrição médica de remédios para pegar no sono.

Até que, em 2008, a corrida entrou em sua vida. “Foi uma maravilha. Em pouco tempo eu reduzi as doses dos medicamentos e depois zerei a necessidade dos comprimidos”, conta.

Entusiasmado e por conta própria, passou a correr 10 quilômetros por dia, de domingo a domingo – carga excessiva para um iniciante.

Até que o corpo apitou, com uma fratura por estresse na tíbia. Resultado: Augusto teve de parar completamente com a atividade física por dois meses. “Não era só o bem-estar físico, tinha o emocional também. Encarar essa parada forçada foi bem difícil. Em 10 dias já estava pedindo para voltar com os remédios para dormir”. A ansiedade também foi às alturas e ele chegou a se sentir deprimido e sem energia para realizar as atividades cotidianas.

Em seu retorno ao esporte, queria recuperar o tempo perdido. Ele compara: “Todo ano, no período da quaresma, fico 40 dias sem comer carne. Sinto falta, mas em poucos dias me acostumo. Quando volto a comer carne, me contento com porções menores. Com a corrida não foi assim. Retornei buscando ir mais longe e mais rápido”. Este novo abuso o levou a uma segunda lesão, seis meses depois.

Com diagnóstico de tendinite patelar, teria de ficar mais 30 dias de molho. Mas Augusto não parou. “Peguei mais leve, mas não interrompi a atividade física. Fiquei com medo de voltar ao estágio inicial dos remédios para dormir”, conta o corredor.

No caso do gerente de serviços de tecnologia Leandro Turbino, de 32 anos, de São Paulo, foi a vida profissional que o afastou do esporte. “Estava praticando atividade física há dois anos, constantemente. Mudei de função no trabalho, minha rotina se alterou e não consegui mais treinar. Uma semana depois já notava alteração de humor e baixa de energia”, conta.

Uma coisa levou à outra e agora ele luta contra a falta de disposição até para ações diárias, como brincar com as filhas ou aguentar o ritmo intenso no escritório. “Sinto falta do bem-estar que o exercício proporciona”.

Pesquisas apontam que alguns corredores apresentam sintomas de abstinência, tais como irritabilidade, ansiedade, depressão e sentimentos de culpa quando impedidos de participar de suas rotinas de corridas regulares. Em alguns casos, a coisa pode se agravar pela dependência ao próprio exercício.

“A prática regular de atividade física pode produzir vários efeitos benéficos à saúde, mas estudos indicam que, quando são realizadas de maneira compulsiva, podem resultar em dependência patológica”, alerta o professor Altair. E uma vez dependentes, esses indivíduos ficam vulneráveis ao quadro da síndrome do excesso de treinamento (SET).

O círculo vicioso está armado: a dependência pode levar ao aumento de carga e à prática intensiva de exercícios que por sua vez podem levar a lesões e à interrupção da atividade, gerando distúrbios de humor, indisposição, depressão.

“É preocupante ver algumas pessoas que, obrigadas a parar por algum motivo – lesão, viagem, falta de tempo –, acham que o mundo vai acabar. Cabe a nós, profissionais, ficarmos atentos e chamar a atenção em caso de necessidade” afirma o professor de educação física e personal trainer Leonardo Barbosa, da Reebok Sport Club, de São Paulo.

Atletas de todos os níveis de performance correm o risco de sofrer da síndrome do excesso de treinamento. Mas são considerados altamente suscetíveis ao desenvolvimento do quadro: indivíduos muito motivados, atletas de alto rendimento, pessoas que retornam precocemente aos treinos (antes de estarem completamente recuperadas de suas lesões), atletas e não atletas auto-treinados e pessoas com orientação técnica não qualificada.

O que fazer

“Por mais que a atividade física seja prazerosa, é importante entender que ela é apenas uma parte da vida. Pode até ter um grau de importância alto para você, mas não a ponto de torná-lo dependente”, alerta o psicólogo do esporte José Anibal Azevedo Marques, da Interação Psicologia e Esporte, de São Paulo.

Em caso de parada por orientação médica, respeite o período proposto para a recuperação. Se o problema for falta de tempo na agenda, tente marcar um determinado dia para a volta. Trace um plano gradual para o retorno e trabalhe sua determinação para cumprir o compromisso com você mesmo. “Nada está perdido. Não vão ser duas ou três semanas de afastamento que irão acabar com sua vida atlética”, reforça Leonardo Barbosa.

Para compensar o fato de não poder praticar sua atividade preferida momentaneamente, vale buscar alternativas: desde técnicas de relaxamento até outros exercícios que possam ser executados sem agravar possíveis lesões existentes.

“Se você machucou o joelho, por exemplo, procure trabalhar os membros superiores”, sugere o professor Leonardo.

A tradutora e intérprete de mandarim e inglês Venuza Ho, de 26 anos, de São Paulo, soube lidar bem com sua parada obrigatória. Acostumada a correr com frequência nos últimos quatro anos, ela ficou impossibilitada de praticar a atividade por dois meses devido a uma pequena lesão após a Maratona do Rio de Janeiro, em julho. “Fiquei triste, mas sabia que era temporário. Aproveitei a oportunidade para focar em outras coisas, como estudar para um novo vestibular. Para não ficar parada completamente, fui pedalar”, diz. Aliviada por não sentir mais dores, ela já retomou os treinos e programa uma nova prova de longa distância – mas somente para o ano que vem.

Por Yara Achôa

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Atividade física aos finais de semana: Mitos e Verdades.

*Publicado originalmente no Portal Educação Física.

Se você fosse seguir ao pé da letra as recomendações do Colégio Americano de Medicina do Esporte – eles elaboraram uma publicação que baseia praticamente todas as orientações sobre a prática de exercícios – para preservar a saúde precisaria praticar pelo menos 30 minutos de atividade física moderada, cinco vezes por semana. Além disso, para minimizar riscos de lesões em músculos e articulações, seria necessário incluir na rotina exercícios localizados e de alongamento, duas vezes por semana.
Você não tem esse tempo todo? Calma. Confira o que funciona e o que não funciona na prática de exercícios aos sábados e domingos
Pouco é melhor do que nada.
Verdade.
O sedentarismo, aliado à má alimentação, é a principal causa do excesso de peso, o que pode levar ainda a doenças cardíacas, hipertensão e diabetes, entre outras. Um estímulo mais eficiente – como caminhar rapidamente, correr ou andar de bicicleta – pode ajudar. “Só não queira fazer nesses dois dias tudo o que deixou de realizar durante a semana”, aconselha o cardiologista e médico do esporte José Luiz Briguet Cassiolato, do Centro de Referência em Medicina do Esporte do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.
Mesmo malhando somente dois dias, os resultados aparecem.
Verdade.
Pesquisas científicas apontam que, desde que bem orientado, um único treino eficiente de corrida ou bicicleta pode levar a melhora da pressão arterial e do nível de açúcar no sangue, melhora da qualidade do sono, aumento da disposição e redução do estresse. “Quanto mais você aumentar sua movimentação durante a semana, claro, melhores serão os resultados”, aconselha o médico do esporte Páblius Staduto Braga, de São Paulo.
Dá para emagrecer.
Verdade.
A caminhada, o trote, a corrida e a pedalada, mesmo que só aos sábados e domingos, contribuem para um aumento do gasto calórico. Uma hora de atividade aeróbica consome cerca de 500 calorias – e isso pode ajudar a manter a forma. Mas é importante também seguir uma dieta leve, saudável e equilibrada.
Se eu já tenho condicionamento físico posso manter o ritmo forte treinando somente aos finais de semana.
Mito.
Se você já tem histórico esportivo, será mais fácil colher os benefícios dos exercícios realizados somente nos dois dias. Mesmo assim, adaptações em relação à intensidade e à duração terão que ser reprogramadas. Correr no mesmo ritmo de quando você treinava regularmente aumenta as chances de traumas musculares, ósseos e articulares.
O corpo se adapta rápido.
Em termos.
O corpo reage aos estímulos rapidamente mas, segundo os especialistas, a musculatura e as estruturas articulares levam três meses, em média, para tornarem-se aptas a correr, com risco menor de lesões. Portanto, se você é iniciante – e se só tem os fins de semana – nunca comece pegando pesado. Por mais que esteja motivado, você precisa adaptar seu coração, seus pulmões, seus ossos e músculos às sobrecargas que serão impostas.
Mesmo quem faz exercício regularmente precisa se mexer mais durante o dia.
Verdade.
Isso leva a diferentes estímulos ao corpo. E para você que só tem os fins de semana, essa movimentação será ainda mais importante. Tudo o que incluir para aumentar seu gasto de energia diário irá ajudar a potencializar o objetivo de manter a forma. Você pode: caminhar até o trabalho (uma hora queima 300 calorias), pedalar até o trabalho (30 minutos queimam 300 calorias), dançar (30 minutos queimam 160 calorias), arrumar a casa (1 hora de faxina queima 300 calorias), subir escadas (5 minutos queimam 100 calorias) ou passear com o cachorro (20 minutos queimam 100 calorias).
A atividade física acelera o metabolismo.
Verdade.
Segundo o médico do esporte Páblius Staduto, quanto mais movimento você incluir no seu dia, mais facilmente irá manter seu metabolismo funcionando acelerado. “Isso é bom para que você não tenha que partir do zero a cada fim de semana que se exercita”, diz.
Exercitar-se apenas no final de semana dispensa avaliação médica prévia.
Mito.
Não é pelo fato do exercício não ser extenuante que você deva abolir a criteriosa avaliação médica. “Faça os exames necessários e busque a supervisão de um educador físico”, aconselha o cardiologista José Luiz Briguet Cassiolato.
Qualquer tênis serve para praticar uma simples caminhada.
Mito.
Não precisa ser o modelo mais caro e tecnológico, mas o calçado deve ser adequado à atividade praticada e ao seu tipo de pisada.
É importante não ter pressa.
Verdade.
Quando encontrar um ritmo confortável de atividade física, prefira ir aumentando o volume (o tempo ou a distância que corre) do que a velocidade. Não se deixe levar pela empolgação. Respeite a intensidade do treino determinada pela resposta da frequência cardíaca e às adaptações de ossos e articulações. E a qualquer sinal de dores ou cansaço excessivo, interrompa a atividade. Respeite os sinais que o corpo dá e procure ajuda médica para afastar a hipótese de problemas maiores.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Se você está tentando emagrecer e só faz aquelas 3 refeições básicas do dia, fica horas sem comer e não consegue atingir seus objetivos na dieta, essa matéria é pra você: Reeducação Nutricional Para A Perda De Peso

Por 
Junior Simeão

Kia Ora Amigos,

    Na coluna de nutrição desta semana conheceremos um pouco mais sobre a reeducação alimentar para a perda e ajustes no peso corporal, visto que o sobrepeso e a obesidade fazem parte da realidade mundial e trata-se de um grande problema em saúde pública.
    Como é um material que desprende um pouquinho mais de tempo para sua leitura e auto-avaliação, fica minha dica: “Não deixem de ler”

O Ministério da Saúde estabeleceu os DEZ PASSOS para uma alimentação saudável:

•    Fazer pelo menos cinco refeições diárias, sendo: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Não pular as refeições;
•    Incluir seis porções do grupo dos cereais dando preferência aos grãos integrais;
•    Comer três porções de legumes e verduras diariamente - as frutas devem ser consumidas como sobremesa e lanche;
•    Comer feijão com arroz todos os dias ou pelo menos cinco vezes na semana;
•    Consumir diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carne e ovos, retirando a gordura aparente das carnes antes do preparo;
•    Consumir no máximo uma porção de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina escolhendo aqueles que apresentam menor quantidade de gordura trans;
•    Evitar refrigerantes, bolos, biscoitos recheados, doces e sucos industrializados;
•    Diminuir a quantidade de sal no preparo da comida, retirando o saleiro da mesa e diminuindo a ingestão de alimentos industrializados com alto teor de sódio como hambúrguer, charque, salsicha, linguiça, presunto, salgadinhos, conservas de vegetais, sopas, molhos e temperos prontos;
•    Beber pelo menos 2 litros de água por dia (6 a 8 copos), dando preferência ao consumo nos intervalos das refeições;
•    Praticar pelo menos 30 minutos de atividade física diariamente e evite bebidas alcoólicas e o fumo.

Reeducação Nutricional Para A Perda De Peso
Autores:
Prof. Drd. Carlos Simeão Júnior
Nutr. Adriane Da Silva
Nutr. Daniela Aparecida Virginio
Nutr. Emanuelle Christine Sertório
Nutr. Tarcísio Alves Barbosa
Nos últimos 50 anos ocorreram modificações nos padrões alimentares da população brasileira tornando a alimentação altamente calórica com maior ingestão de gordura principalmente a de origem animal, açúcares, alimentos refinados e uma redução de fibras e carboidratos complexos associados ao estilo de vida sedentário devido à vida moderna o que contribui para  o aumento do sobrepeso e da obesidade (FERREIRA, 2007).

Para Melo, Tirapegui e Ribeiro (2008), os maus hábitos de não tomar café da manhã, consumir grande quantidade calórica no jantar, ingerir uma variedade limitada de alimentos, preparações em grandes porções, consumirem em excesso líquidos leves, mas calóricos, além de serem prejudiciais à saúde, induzem ao excesso de peso.

O fracionamento alimentar com seis refeições ao dia: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia contribui com a redução da fome e evita uma supercompensação nas próximas refeições (BLUNDELL et al, 1993).

    Estudos evidenciam que em indivíduos que desejam perder peso, a restrição alimentar por mais de 3 horas, ativa a produção endógena de cortisol, sendo que o hipercortisolismo também pode mediar a compulsão alimentar. Daí a importância do fracionamento da dieta de três em três horas para a contribuição na perda de peso (NAVES; PASCHOAL, 2007).

A distribuição irregular das refeições tanto no número quanto no valor energético pode interferir no efeito termogênico do alimento (ETA), definido como a quantidade de energia que determinado alimento gasta para ser absorvido, utilizado, armazenado e eliminado (MELO; TIRAPEGUI; RIBEIRO, 2008).

A dieta e o comportamento alimentar são denominados como um conjunto de ações praticadas em relação ao alimento que seguem critérios que variam de acordo com a decisão do que comer, o modo de preparo, o horário e a frequência das refeições e ainda, com o cotidiano, hábitos familiares e socioculturais (AUGUSTO et al, 2002).

De acordo com Melo, Tirapegui e Ribeiro (2008), o comportamento alimentar é influenciado por vários fatores, dentre eles estão os externos (atitudes dos pais e amigos, valores sociais, alimentos rápidos, conhecimento de nutrição e manias alimentares), os internos (necessidades psicológicas, imagem corporal, autoestima, valores e experiências pessoais e preferências alimentares).

As dietas de tratamento fácil que promovem uma rápida perda de peso são denominadas dietas da moda. Apesar de darem resultados imediatos, não são consideradas saudáveis por não serem balanceadas e causar deficiências de alguns nutrientes (PECKENPAUGH; POLEMAN, 1997).

Dieta balanceada é aquela que fornece a quantidade exata de energia e nutrientes através da combinação de carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e minerais (BREWER, 1998).
As recomendações diárias adequadas de ingestão de nutrientes para atender as necessidades dos indivíduos são de 50 a 65% de energia ingerida diariamente de carboidratos, 15 a 25% de proteínas e os lipídios não devem exceder 30% do Valor Energético Total (VET) (MAHAN; ESCOTT-STUMP, 2008).

As dietas prescritas para a redução de peso têm que levar em consideração as preferências alimentares do indivíduo, sua situação financeira, seu estilo de vida, a quantidade de calorias para garantir o requerimento energético e manutenção da saúde, tomando cuidado com a ingestão de micronutrientes que devem ser prescritos de acordo com a ingestão dietética diária recomendada (SUPLICY, 2005).

A composição do gasto total de energia se dá através do gasto de energia em repouso (GER), ETA e da energia gasta com atividade física (EGAT) o que representa 60 a 70% do GER, 10% ETA e 15 a 30% do EGAT sendo o componente mais variável (MAHAN; ESCOTT-STUMP, 2008).

O balanço energético adequado está relacionado com o equilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético. Caso ocorra um desequilíbrio, pode haver um estado de peso excessivo ou deficiente (AUGUSTO et al, 2002) sendo ainda o balanço energético responsável pelo peso corporal no qual o balanço positivo resultará em ganho de peso corporal na forma de gordura enquanto o balanço negativo resultará no efeito contrário (HALPERN;RODRIGUES; COSTA, 2004).

A limitação da ingestão energética contribui para redução do peso através da dieta. Essa limitação energética não deve incluir jejum prolongado, que apresente risco para saúde resultando um desequilíbrio metabólico e dificultando a redução de peso (FRANCISCHI; PEREIRA; LANCHA JÚNIOR, 2001).

O tratamento dietoterápico através da redução alimentar é atualmente o mais indicado quando o objetivo é o controle da obesidade ou melhora do estado de saúde, que deve estar diretamente associado à restrição de calorias através da escolha de alimentos adequados. Para que seja satisfatório, deve estar associado ao aumento na prática de exercícios e na conscientização sobre a importância da mudança no estilo de vida (MAHAN; ESCOTT-STUMP, 2008).

O ideal é praticar um regime alimentar variado, rico em legumes, vegetais e frutas evitando alimentos muito energéticos associados à prática de atividade física a fim de que a perda de peso ocorra e seja mantida a longo prazo (SALVO, 1998).

Segundo Murate (2007), um aliado nas dietas de redução de peso são as fibras alimentares que possuem funções importantes como: a redução na ingestão energética, diminuição na secreção de insulina, aumento na sensação de saciedade, redução na digestibilidade e aumento na excreção fecal.

A saciedade e o apetite podem ser influenciados pelos macronutrientes durante a ingestão calórica. Estudos mostram que os indivíduos apresentam uma menor sensação de fome, menor ingestão calórica e maior saciedade após ingestão de uma carga de proteínas quando comparado com a ingestão de uma carga de carboidratos e lipídeos, sendo o lipídeo o macronutriente com menor efeito sacietógeno, além de aumentar a palatabilidade e apresentar maior conteúdo calórico (HERMSDORFF; VOLP; BRESSAN, 2007).
O essencial para um programa de perda de peso é planejar uma dieta individual que apresente um déficit de 500 a 1000 calorias para garantir uma perda de peso de 0,5 a 1,0 kg por semana (SUPLICY, 2005).

Para Francischi, Pereira e Lancha Júnior (2001), a taxa de perda de peso não deve ultrapassar 1,5 kg por semana, sendo o ideal para evitar problemas de saúde.
Vale ressaltar que é de fundamental importância para o sucesso do tratamento a associação de uma reeducação alimentar com a prática de atividade física regular (MURATE, 2007).

Fica para cada um esta semana a máxima: “você é o que você come”.
Para os interessados em consultar as referências utilizadas para a elaboração deste artigo e outras sobre assuntos correlacionados acessem o documento: REFERÊNCIAS INDICADAS

Boas escolhas alimentares e um grande abraço.
Júnior Simeão